Washington: Coração Valente e Alma de Guerreiro

Washington, atual camisa 9 do Tricolor Paulista, é um caso que chama a atenção no inconstante relacionamento  entre um jogador e uma torcida em sua grande maioria. Não adianta querer pedir racionalidade a maioria esmagadora da massa que ama o seu respectivo time. Futebol é paixão, é intensidade, emoção.  Pedir racionalidade de uma pessoa que escolheu aquele time e desde criança. o ama, sonha em vestir aquela camisa em um morumbi ou maracanã lotado e a torcida gritando o seu nome, são raras as exceções. Alguns ainda conseguem analisar e racionalizar depois do jogo, com a cabeça fria, outros não, e eu os entendo, porque  é amor ao clube, e quando você acha que aquilo ou alguém prejudica(ou já prejudicou), já cria-se uma barreira, mesmo que incondicional, sobre o mesmo.

Faltando 1 rodada para o fim do campeonato Brasileiro,  eis um caso intrigante de amor e ódio que merece destaque. Tudo começou no ano de 2008, mais exatamente na Libertadores., quando Washington, atacante do Fluminense na ocasião, faz um gol aos 48 do segundo tempo, que classificou o Fluminense, e consequentemente, eliminando o São Paulo que a torcida tricolor tanto se identifica e gosta(como as demais, claro, só que não admitem).

No mesmo ano, o São Paulo teria a oportunidade de  “dar o troco”  ao Flu, pois poderia tornar-se tri campeao Brasileiro seguido, um fato inédito, em cima do mesmo Fluminense, com o Morumbi lotado e com todos os ingredientes de vitória anunciada. Mas o Fluminense novamente estragou a festa e empatou com o São Paulo. Washington, que já sabia do interesse do São Paulo, deu muito trabalho naquele jogo e disse que a missão de adiar a festa foi cumprida em entrevista pós jogo.

Em 2009, surge Washington no comando do ataque tricolor. Chega com um grande salário e com um curricullum de matador por todos os times que passou. Porem, a cobrança da torcida  em cima dele era enorme. O Sâo Paulo não tem meia, é um time completamente tático, e a bola chega pouco. e as cobranças por gols é muito grande.

Acredito que o Washington sentia-se no Morumbi, como um estranho no ninho, pois ele era vaiado com 5 minutos de jogo. Incrivel a marcação da torcida. A bola estava na defesa, e sempre tinha um torcedor corneta gritando com o Washington. Pediam o famoso Borges, que acha que joga do que realmente joga. E entrava Borges, saia Washington e vice-versa, porem, com a torcida apenas marcando o Washington. E os numeros mostravam que o que o Washington se propos a fazer, ele fez, ou seja, gols.

Borges sempre se queixou das poucas oportunidades. esse ano teve várias e não aproveitou nenhuma, mas mesmo assim não era criticado, talvez por ter ajudado em 2008,  juntando também a antipatia da torcida com o Washington.

Washington fazia gols e mais gols, e mesmo assim não agradava a exigente torcida, até que um fato começou a mudar a história, e por ironia do destino, quem começou a alterá-la foi o  “concorrente ” Borges.

Borges, que parece ser um jogador bem  “complicado” de se lidar, pois não aceita muito bem a reserva, e que, segundo as especulações e a propria vontade do jogador, estaria negociando com vários clubes brasileiros, acabou fazendo uma besteira no jogo contra o Grêmio, sendo expulso, e prejudicando a equipe. Isso o marcou e foi a ponte para Washington.

Washington começou a fazer gols nas ultimas rodadas, e mesmo assim, a torcida não cedia, mas pelo menos as vaias diminuiram. Até que, por acaso do destino, os verdadeiros vencedores, conhecemos nas derrotas. Washington cresceu no conceito da torcida quando o time estava mal ou jogou mal. Ele mostrou que queria ser campeão, que honrava aquela camisa, que não desiste facilmente do que quer, pois como seu próprio apelido diz, ele é o coração valente. Mas não é só o coração que é valente, a alma também. De um guerreiro, que ja lutou pela vida e por fazer nela, o que lhe dar prazer, que é jogar futebol.

Sinceramente, é claro que sempre queremos ver o nosso time campeão, isso é óbvio.. O São Paulo sempre vem chegando. Esse ano, eu queria que fosse campeão, para mostrar para a mídia, que o São Paulo é forte, e não que o Sr. Muricy que era.  Mas, depois de ver a vontade que o Washington mostrou em ser campeão, eu lamento por ele, pois você vê a sinceridade e o desapontamento dele no fim do jogo.

Frequento vários blogs, e ,a  maioria absoluta era contra o Washington. Hoje, vejo o contrário, e o antes preferido Borges, agora é o execrado.  Aliás, sempre defendi o Washington, porque a função dele é fazer gols, e nessa temporada, fez 29. Desde 2003, é a melhor marca de um atacante em uma temporada. Não exijam dele, tecnica, dribles, gols do meio de campo e driblando a zaga toda, exijam gols, e isso ele faz. 

Parabens Washington. E obrigado por honrar a camisa Tricolor.

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